quarta-feira, 9 de abril de 2008

Selos e Biocombustíveis

Antes de começar o tópico propriamente dito, hoje vou repassar dois selos que recebi. Um foi há algum tempo já, do Vidal, e ainda não tinha repassado por falta de tempo, mesmo, e também por falta de oportunidade. Mas aqui está, então:O post show de bola em questão é, na verdade, a série de posts Rostos em desfiguração, do blog Les Rêveurs, do meu amigo Leandro. Esse post me deixou pensando, me fez refletir, me emocionou, me "incomodou" de uma forma positiva, enfim... Léo, meu querido sonhador, obrigada pela ótima reflexão. =)

E esse outro, olha que legal, também ganhei do Vidal:

Repasso para duas queridas minhas: Bru e Thai.
Bru, minha irmãzinha internética, quem mais me deu força para a criação desse blog, que me ajudou com o layout, que sempre me ajudou em tudo que eu precisei. E também é dona de um blog fofo, o Bruberries, que consegue ser sério e divertido ao mesmo tempo. E além de tudo tem um nome super original! =)

E a outra fofa, a Thai, com seus posts intensos, cheios de sentimentos e "prosa poética"... pessoa linda que eu tive a oportunidade de conhecer um pouquinho. Recomendo bastante o seu Borboletando, te deixa leve, querendo sair batendo asas por aí. =)
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Bom, como eu disse quarta passada, vou tentar usar as quarta-feiras pra algo que seja de utilidade pública. Sempre que der vou trazer notícias atuais, dentro da minha área, e comentar um pouquinho sobre elas.

Hoje eu vi a seguinte notícia, na Scientific American on line:

Jumbo faz primeiro vôo com biocombustível de óleo de palma

Uma empresa aérea inglesa foi a primeira a usar uma mistura de biocombustível e combustível fóssil num jumbo, que voou de Londres a Amsterdã. O biocombustível utilizado foi uma mistura de óleo de coco e babosa.
Por enquanto as pesquisas com combustíveis não-fósseis ainda está em desenvolvimento, em fase de testes em muitos casos, em alguns casos seu uso já é real. Mas seria interessante se a gente fizesse uma reflexão mais racional e, principalmente, a longo prazo, do que essa substituição pode acarretar.

Primeiro ponto: o petróleo vai acabar, não vai demorar muito e isso é certo. Portanto o desenvolvimento de novas tecnologias em termos de geração de energia, aí incluso o desenvolvimento de novos tipos de combustíveis viáveis, é de suma importância para o futuro da sociedade, de um modo geral. O que temos que ter em mente, para os novos estudos, é que deve-se dar preferência ao desenvolvimento de fontes de energia limpa ou renovável, que não vão agravar tanto os problemas já enfrentados por nós, porque de poluição o planeta já está saturado.

O que são fontes de energia limpa? São aquelas que não emitem gases estufa na atmosfera (ou tanto quanto os combustíveis fósseis), nesse caso principalmente o gás carbônico. Exemplos de energia limpa são a energia solar, eólica, energia gerada pela água (em hidrelétricas), nuclear e biológica (os biocombustíveis). Todas elas causam bem menos danos ao ambiente do que os combustíveis que utilizamos hoje, derivados do petróleo, como a gasolina, óleo diesel e o carvão mineral.

Então a solução é fechar as usinas exploradoras de petróleo e começar a plantar cana e construir hidrelétricas, certo? Hum, não é beeem por aí.

O petróleo não é utilizado apenas para combustível, e os seus derivados dão origem a diversos itens que nós usamos no nosso dia-a-dia. Exemplos? A parafina, o gás de cozinha, o plástico, o asfalto, e até componentes de alguns medicamentos. O lado "vilão" do petróleo está mais relacionado ao seu uso como gerador de energia, e essa é a questão mais urgente a ser discutida, fora que é uma fonte finita e VAI acabar. Então nada mais certo do que começar a desenvolver fontes alternativas para isso tudo.

Biocombustível é a realidade mais próxima de nós brasileiros, por ser o etanol já produzido com esse fim pelo Brasil. E também porque sua produção já é estruturada há algum tempo e já é vista como exemplo, por outros países. O mais legal, em relação ao etanol, é que a cana é quase que 100% aproveitada, ou pelo menos pode ser. Parece que apenas 1/3 dela é aproveitada realmente, nos dias de hoje, para a produção de energia, para a fabricação do etanol. Mas o bagaço e a palha também têm potencial energéticos, e podem ser utilizados, por exemplo, para gerar a energia que vai abastecer a própria usina e refinaria. "De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o potencial elétrico da biomassa da cana já é equivalente à produção esperada da hidrelétrica do rio Madeira e, em cinco anos, será igual à da usina de Itaipu." (Planeta Sustentável) Ainda faltam incentivos por parte do governo, uma melhora no preço também, para que essa realidade aconteça.

Não podemos deixar de pensar, porém, nas implicações ambientais e econômicas que um incentivo à produção desenfreada de cana-de-açúcar pode gerar no país. Analisando o que já acontece com as monoculturas desenvolvidas aqui, seja na produção de grãos (como a soja) ou nos latifúndios de pecuária (com seus grandes rebanhos bovinos), ou ainda nas grandes "lavouras de Eucalipto", que eu sempre vejo nas estradas do Espírito Santo e da Bahia, percebemos que a destruição do meio ambiente não é, nem de longe, proporcional aos benefícios para o país. Claro que um aumento na produção gera um aumento na economia, mas não gera tantos benefícios assim para o país, sua população, de um modo geral. Não gera tantos empregos, porque atualmente as máquinas fazem muito do que seria trabalho humano; a maior parte do que é produzido não fica aqui, não vai para a mesa dos brasileiros, mas é destinado à exportação. No caso do meio-ambiente não preciso nem falar, né? Grandes culturas são um desastre, desmatam áreas muitas vezes de extrema importância, desgastam e empobrecem o solo, e no caso de pecuária, aumenta a emissão de gás metano, que é um dos vilões do "Aquecimento Global".

Parece um beco sem saída, mas o que fazer então? A melhor estratégia é o chamado desenvolvimento sustentável, um desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da sociedade, mas sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Ou seja, é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Falar detalhadamente de desenvolvimento sustentável é assunto para outro post, mas quem quiser ler mais sobre o tema é só entrar AQUI.

Por fim, quais seriam as opções? Além da energia eólica, solar, nuclear, que são realmente limpas, apesar de um ou outro efeito ruim, eu ainda citei as hidrelétricas. Energia gerada pela água é, sim, limpa, não emite gás estufa e não polui, por si só, a atmosfera. Por si só. Mas se pensarmos no impacto causado pela construção de uma hidrelétrica, em alguns casos, a energia não é 100% limpa, não... Para a construção de um lago, de uma usina, é necessária a inundação de uma área muitas vezes enorme (dependendo do tamanho da barragem e da usina). Se o terreno for tomado por floresta, outras espécies vegetais e animais, esses vão ficar todos debaixo d'água, vão entrar em decomposição e esse processo leva a dois fatores importantes no caso: a eutrofização do lago, um processo que diminui até acabar a disponibilidade de oxigênio naquela água, não permitindo a sobrevivência de vida, principalmente animal. O outro fator é a liberação do gás metano, proveniente dessa decomposição, para atmosfera. O gás metano, como já foi dito, também é um vilão do "Aquecimento Global", como o gás carbônico liberado pelos combustíveis fósseis. Então, mais uma vez, antes da criação desenfreada de hidrelétricas é preciso analisar bem os impactos que ela vai trazer ao ambiente, e se, no final das contas, eles são compensatórios.

A situação das formas de energia limpas deve ser sempre questionada, posta em discussão e, principalmente, gerar pesquisas. A pesquisa de formas sustentáveis para essa questão é de extrema importância. Não dá mais pra calcular o presente, aplicar no presente, desenvolver pro presente, sem pensar no amanhã. O amanhã está aí, à porta, e é do futuro do planeta que estamos falando. É do meu futuro, do seu, dos nossos filhos, netos... Não custa parar pra pensar um pouquinho e fazer a nossa parte, né? =)
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Fontes de informação:
Scientific American
Planeta Sustentável
Com Ciência
Ambienblog
Wikipédia


5 comentários:

Thá disse...

Tá, eu confesso, não li a parte séria do post, só a parte do selo! ^^

Amei o modo que vc falou do meu blog, Lóris!!!!! Muuuito mesmo!!

E eu vivo passeando lá no Bruberries, adoro!


Muuuitos beijos!

L.Neres disse...

Oi Loli, eu tbm não li ainda a parte séria do blog rsrs, mas me interessou... Gostaria, e muito, de agradecer pelo Selo, nossa, brigadão, de verdade^^
Tem um selo pra ti no meu blog tbm, rsrs...
Adoro-te!
Saudades
:**

Lyra disse...

O tempo é escasso mas não quis deixar de passar para dar um beijinho.

Até breve!

;O)

Éverton Vidal disse...

Oi Lorena. Achei justa a premiaçao daquele post do Leandro Neres, eu ainda nem li o texto, só dei uma passadinha de olhos por cima e já sei que ali tem coisa rs.

Gostei das informaçoes que você passou sobre energias limpas, expandi os horizontes - como se diz - que bacana que vocè se preocupa com isso, e mais, que se ao trabalho de nos informar plantando a preocupaçao em nós tb.

Bj.
Inté!

tiago.augusto disse...

hey!
hoje que eu tô parando pra ler as coisas por aqui, já q essa semana num tive tempo de nada...

como diz a professora de Legislação Ambiental, nossa obrigação é deixar o mundo pras próximas gerações, se não melhor, pelo menos igual a como a gente pegou ele... (ela é doida, mas diz umas coisas legais, hehehe)

bjo!