segunda-feira, 29 de junho de 2009

The Power of Goodbye

Dias atrás um grande, grande amigo meu foi embora da cidade. Acabou o curso, formou, vai ter que trabalhar agora e Viçosa já não é mais lugar pra ele. Voltou pra cidade natal, e deixou um bando de amigos órfãos por aqui. Como se não bastasse ter ido, ainda nos fez o favor de escrever uma mensagem de despedida, agradecendo e enaltecendo as qualidades da amizade que fizemos, nos fazendo perceber o quanto a presença diária dele vai fazer falta, deixando todo mundo com aquele nó típico na garganta seca. E tudo isso me fez lembrar o quando eu detesto despedidas. Evito de todo jeito as palavras de adeus, não choro, não me abalo, não me comovo... Quem olha pensa até que eu estou pouco me importando. Mas não é verdade; é tudo ao contrário. Eu fico tão sensibilizada que fujo, me endureço porque não sei quanto de mim se controlaria se eu me deixasse levar. Eu aproveito o momento e faço brincadeiras sem-graça ou simplesmente viro as costas e vou embora... Não consigo encarar quem vai/fica. É que não gosto de definitivos e acho que não há nada mais triste e definitivo do que um "Adeus".

Então aviso aos meus amigos: por favor, não enalteçam suas despedidas. Mesmo que seja aquela separação sem nenhuma intenção/perspectiva de reatamento, mesmo se nunca mais vamos nos ver de novo e mesmo que você esteja indo para não voltar, não faça da despedida uma comoção muito grande, porque eu não sei lidar com essas coisas. Não desapareça sem avisar também, que isso não é gentil. Apenas haja naturalmente, fale naturalmente, use "até logo", "até breve", "a gente se vê", um abraço e um sorriso, mesmo forçado, mesmo molhado, mas um sorriso. Não existe porquê fazer de toda partida um sofrimento. Se nos despedirmos na alegria, é na alegria que nos reencontramos.
E é na alegria serena que eu prefiro ir levando a vida, sempre. =)

Imagem: deviantArt

13 comentários:

Su disse...

Ain, Lore! Eu tbm odeio despedidas. Tenho a impressão de que parte de nós está indo embora, e na verdade vai embora mesmo. Com esse negócio de sempre mudar e mudar eu tive que aprender a tratar esses momentos com mais facilidade, mas quem disse que eu consigo?! Mas, existem outras maneiras de fazer com que a despedida não fique com cara de “até nunca mais”, não é? E é como vc escreveu: "Se nos despedirmos na alegria, é na alegria que nos reencontramos.”
Quando alguém escreve cartas de despedida, passa um filme em nossas cabeças de todos os momentos, de todos os sorrisos, de todas as lágrimas... putlz!!! É muito triste... Para que cultivar ainda mais a dor??!
Beijos, Flor querida!!
Saudades!!

Letícia disse...

Estou aqui e hoje vou ler o blog da Lori. \o/

Bem, esse texto é o "The One", assim como todos que você escreve. Uma verdade de gente que vive mesmo. Só acho que tudo na vida deve ser vivido. Até as tristezas. Você não imagina como sou em despedidas. Vi o selo Drama Queen e sou eu. Choro três dias seguidos. E choro mesmo. Tudo bem que a gente deve se manter alegre, mas não sei agir assim numa despedida. Se for definitiva, aí é que me desmonto. Ainda bem que muitas despedidas são temporárias.

E você é a minha amiga que me dá conselhos mesmo sem saber. =)

Líviarbítrio. disse...

Também não curto despedidas e ajo exatamente como você, "fria". Mas por dentro aquele nó que nunca desata e fica ali até o próximo reecontro.

Nunca me despeço "para sempre", a pessoa sempre estará do meu lado de algum modo. É um jeito de não ver partir quem tanto amamos.

:D
Beijos.

Kenia Cris disse...

Acho que todos sofremos um pouco desse mal que é querer o outro com a gente pra sempre. Despedidas acontecem pra gente praticar desapego - confesso que eu preciso e é de MUITA prática!!! :P

Eu tenho um amigo assim, um grande amor, um verdadeiro anjo da guarda que pendurou suas asas, virou peixinho e foi morar no Rio (O Rio de Janeiro) - os aquários de Minas eram pequenos demais pra ele, aparentemente. E eu fiquei aqui desamparada, sem ter pra quem ligar quando preciso de um abraço de anjo e um cafuné. Não nos despedimos. Ficamos suspensos, um livro aberto esperando alguém virar a próxima página. A nossa história não tem fim, vamos ser sempre esses dois bobos que gostam de rir juntos e sozinhos, que choram quando falam de saudade.

É bom pra todos nós sabermos que temos pessoas assim, na presença das quais tudo se renova. A gente vai ter sempre os amigos que ficam e os que vão - cabe só a nós decidir o quanto guardaremos em nós de cada um deles.

Ah Lorena,agradeço demais suas visitas ao Diários de Filosofia, deixando sempre por lá um pouco da sua doçura e carinho. Queria dizer pra vc olhar um poema meu no Fio de Ariadne, que conheci por indicação sua - está lá só por hoje, em virtude do projeto "Poesia todo dia".

Nossa, nossa, nossa!! Me estendi demais!!!!! Deixa eu ir embora, senão não saio mais daqui. Beijo carinhoso com doçura!

Péricles Carvalho disse...

despedidas nunca são boas, ainda mais se parecerem definitivas...

é um problema, e acredito que ninguém está preparado para momentos como estes - se por acaso, se tratar de alguém nostálgico como eu, pode esperar uma despedida bem a lá Friends, com todo mundo se abraçando e chorando...


e depois, é claro, se lembrando das alegrias e das comoções!

bjo! xD

Carlinha Abreu disse...

Eu também odeio despedidas. Pior ainda é quando eu volto do interior, pq minha vovó tá tão fraquinha, q sempre dá a sensação de q pode ser um adeus de verdade. Geralmente, quando alguém vai embora de vez ou de viagem, nem vou me despedir. Meu tio acabou de se mudar e eu nem fui deixá-lo em aeroporto nem nada, (só dei um abraço e fiz uma piada sobre o calor do Piauí) pq sei q ele vai fazer uma falta danada por aqui. Tem gente q pensa q é frieza, mas é tão ruim dar tchau. Eu prefiro me despedir na alegria também. Além de ser mais fácil, também quero reencontrar na alegria. É muito ruim dar tchau e duas das minhas melhores amigas se mudaram de vez, nem no Nordeste estão. Odeio ficar longe delas e queria q elas ao menos estivessem mais pertinho. É chato dar tchau, o fim de um ciclo q dá um nó garganta. Estranho mesmo.
Beijão e um óoootimo fim de semana. Ah, como foi o niver?

Du disse...

Lore, de todas as despedidas, eu só conheço uma que é boa, a da tristeza! :)

Eu odeio me despedir das pessoas que amo! Você tinha que ver a choradeira que foi no aeroporto de Viracopos em Campinas, quando me despedi da Rô e do Juca, aff! Cheguei no avião com a cara inchada! Mas sabe o que é pior? É você não saber quando vai ver os queridos de novo ou até, SE os verá novamente...

Odeio despedidas...odeio. :(

Mas gosto muito de você! \o/

Éverton Vidal disse...

E há sempre um pouco de mim nos seus textos, além das coisas que sao só suas, é claro rs.

Eu tenho vivido despedidas e saudades, É chato viu, e às vezes as pessoas pensam que a gente é de pedra, e nao somos, mas a gente tem que aguentar. depois, no travesseiro a gente desaba. Mas a vida segue em frente.

Bj grande!
Inté!

Éverton Vidal disse...

E sobre seu último comentário no meu blog. Achei importante o que você escreveu. Há momentos em que nao sabemos o que é máscara e o que é verdade, isso é um bom sinal. É sinal de que saímos, talvez, da estaçao da ignorância. É sinal de que estamos em movimento, em construçao. Kierkegaard diria (talvez, outra vez rs) que estamos mudando de estágio. Eu penso que a vida é composta de muitos estágios e estes se entrepõem. Infeizmente muitos ficam na mesma.

E assino: é através dEle que caminhamos para a descoberta do que somos. É nEle que somos, nos movemos e existimos.
Bj!

Carlinha Abreu disse...

; )

até teus comentários são perfeitos!!! bjooo

Éverton Vidal disse...

Lorena,

Adoro filmes iranianos. Nao vi Balao Branco ainda, estou doido pra ler. Ah, e eu também me confundo rsrsrs. Pena que aqui é difícil de encontrar...

E ando ouvindo Debussy também (influência do Eurico) e Beethoven, tenho poucos cds de música clássica infelizmente. Mas a gente sempre dá um jeitinho né.

Que mais... Ah, pois e, "trivialidades" é pra isso mesmo, "brain estorm", o que vier rs. Vamos ver como vai ser hahah.

Bj!

Éverton Vidal disse...

Filhos do paraíso eu conheço e Maças (Samira Mackbalf) também adoro! Nao sei porque, nao sei nem bem como elogiá-los rs.

Éverton Vidal disse...

Samira Makhmalbaf (errei o sobrenome dela =P).